Deu saudade das brincadeiras de infância? Reveja alguns dos brinquedos mais icônicos da década de 1980

Os anos de 1980 deixaram muita saudade. O mundo se despedia do movimento de contracultura hippie e, paradoxalmente, adotava a conservadora cultura yuppie, que prezava os bens materiais e o status social. Para nós, no Brasil, foi o fim da ditadura que silenciou o país por 21 anos e abriu caminho para uma nova era de esperança com a volta do regime democrático, e o voto se tornou a moeda de mudança para um novo Brasil.
A cultura pop explodiu de vez. Assistimos ao surgimento de uma poderosa indústria do entretenimento, com seus megashows e artistas milionários como Madonna e Michael Jackson como seus grandes símbolos.
Os programas de auditório e a música popular – que hoje chamamos de “brega” – cresceram com nomes como Sidney Magal, Reginaldo Rossi, Wando etc. Houve ainda o fenômeno Menudo: mesmo com um sucesso passageiro, o grupo porto-riquenho firmou definitivamente as boy bands no mundo inteiro.
A moda, por sua vez, não deixou tanta saudade: ternos e camisas de ombreiras, roupas em rosa choque, verde-limão e amarelo fosforescente da cultura new wave. Isso sem falar dos penteados que dominavam a cabeça de homens e mulheres na época. Que cortes de cabelo eram aqueles, hein, gente?!
Foi ainda a década da última geração que cresceu brincando de queimada, amarelinha, taco, bolinha de gude, pega-pega, esconde-esconde e tantas outras brincadeiras de rua.
A tecnologia entrava nas casas com micro-ondas, computadores pessoais, o revolucionário walkman – o primeiro aparelho de som portátil –, videocassetes e câmeras instantâneas, e também tomava conta do universo infantil por meio dos brinquedos eletrônicos para meninas e meninos.
Sempre de olho nas transformações do mundo, os grandes fabricantes de jogos, bonecas e carrinhos eletrônicos travaram nessa época uma disputa pela confiança dos consumidores, e muitos desses brinquedos vivem hoje na memória de uma legião de fãs e colecionadores.
Reunimos aqui alguns dos brinquedos mais marcantes com que todo mundo brincou nos anos de 1980. Preparado? Nossa viagem ao passado começa agora!
1980: chegava às lojas o eterno Genius, primeiro brinquedo eletrônico do Brasil.

Eram três jogos diferentes e quatro níveis de dificuldade reunidos no Genius.
A ideia era estimular a memorização de cores e sons. Com um visual que lembrava um OVNI, o brinquedo tinha botões coloridos que acendiam em sequência e emitiam sons harmônicos. O desafio dos jogadores era repetir tudo sem errar.

Também no início da década, foi lançada a Bate Palminha, boneca que batia palmas e cantava de verdade. Foi uma verdadeira sensação, tanto que, ao longo dos anos, ganhou várias versões com cabelos e roupas diferentes!

1981: Merlin, mais um eletrônico. Seu formato imitava um telefone sem fio para a criança acessar 6 jogos através dos botões do painel.

Em seguida chegava o Elo Maluco, que deixou a molecada “maluca” para conseguir montar a sequência correta dos elos.

1982: então aparece o Ar-Tur, um robô com automovimento que virou mania na época. Ele tinha 60 cm de altura e funcionava por controle remoto.

Também foi o ano do Cãozinho Abelhudo, mais conhecido como cachorrinho curioso.

1984: O jogo Boca Rica, que simulava um cofre de moedas. Os jogadores iam colocando as moedas e se a boca abrisse na sua vez… você ficava com todo o dinheiro!

1985: Uma das sensações entre as crianças foi a boneca Quem-me-quer. Feita de material macio, ela vinha pronta para dar e receber abraços.

Já que nosso assunto é Hospital, outro destaque de 1985 foi a Ambulância do Dr. Saratudo, toda equipada com aparelhos médicos e paciente para simular uma estação de emergência de verdade!

Neste mesmo ano, os cabelos das bonecas passaram a ser feitos de nylon e, a partir das séries televisivas de sucesso, outras figuras de ação foram lançadas como os inesquecíveis Comandos em Ação.

1986: era a vez do cachorro Snif, Snif, cujo slogan ‘o cachorrinho que precisa de colinho’ era um convite para encantar a meninada.

Foi o ano de outros dois grandes sucessos: a Amore, a primeira boneca eletrônica do país, falava e interagia com as crianças; e da boneca Tchibum que “nadava” de verdade, quando colocada na água!


1987: outros veículos bacanas eram lançados como o Dragão, um monster truck que conseguia transpor obstáculos e o Trombada, o carro que amassava e desamassava em segundos.

1989: para fechar a década ainda foi apresentado o automóvel robusto Elastikon, que tinha ‘força’ para ultrapassar muitas barreiras. 
Bateu aquela saudade de voltar a ser criança e viver tudo isso outra vez, não é mesmo? Foram anos maravilhosos e, se você ainda guarda algum desses brinquedos e ele precisa de reparo, já sabe a quem recorrer!
Para nós, do Hospital das Bonecas, é motivo de orgulho perceber, a cada brinquedo antigo que consertamos ou restauramos, que fizemos parte da história de tantas pessoas. Espalhar alegria é a nossa missão de todos os dias! Conte para a gente as suas memórias de infância!